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* Não gosto de falar muito de mim... |
Quinta-feira, Julho 29, 2004
Distração numa tarde com dor de cabeça... ![]() Que inseto você é? Que gracinha, né? Vi este testo no blog da Query e não resisti... Minha primeira imagem no blog! Tô ficando tão esperta... Sempre tive uma predileção por Joaninhas mesmo... agora descobri o porquê... Sensível e inteligente... ai ai... ninguém merece... Da série: "Sem-nada-pra-fazer-numa-tarde-chata-sem-grana-e-companhia-após-reajustar-alguns-detalhes-que-só-eu-percebo-no-template-deste-blog-depois-muitas-tentativas-frustradas".
Logo hoje, numa quinta-feira... É que eu tenho coisas com os dias. Assim, a segunda-feira todo mundo sabe que é o dia nacional da preguiça. Não tem jeito. E nesse ano eu passei a amar as segundas pois é o único dia que não dou aula. A terça é o dia mais produtivo da semana. Geralmente temos cursos. Saímos mais tarde do trabalho. É um dia mais profissional, meio verde musgo. A quarta é dia de ficar a toa. Dia neutro. Quase branco. Sabe cor de sala? Então. Quarta é gelo-cor-de-sala. A quinta é uma graça. Linda. Super poética. Bordô na essência. Quinta é o dia mais legal, porque já é quase sexta, mas sem a pressão da sexta de ser o começo do fim de semana, entende? É quando as coisas começam a acontecer. A sexta, é claro, é o melhor dia. Super azul celeste. Sexta é ótimo porque não tem a tristeza precoce do sábado, de ser quase domingo. Porque você sai e no dia seguinte ainda tem mais. Já no sábado não. No sábado você sai e pronto, já acorda no domingo. E cá pra nós, não há nada pior do que acordar num domingo. Eu ODEIO domingo. Como diria minha amiga Sônia, eu gostaria de desmaiar todo domingo e acordar já na terça. Eu também. Pra vocês verem que eu também escrevo bobagens e não sou a moça séria que vocês pensam... (tá, eu sei, ninguém pensa que eu sou séria né? Mas eu juro que sou... ou não.) Ai...Alguém aí quer ir ao cinema comigo? Segunda-feira, Julho 26, 2004
"Sofrimento amoroso: a dor mais inspiradora e mais perversa. Pois a profundidade do sentimento que acabou atinge camadas até então intocadas. Não deu certo, e você tinha toda certeza que havia achado a pessoa da sua vida. Mil desentendidos foram suficientes para acabar com tudo. E dói. Porque, se é como um edredon de penas de ganso estar amando e sendo amado, o contrário é mesmo o miserável frio." (Fernanda Young in "O Efeito Urano" )
"Por que ela escreve desse modo? Por que parece querer me enganar que suas dores não são suas dores e que seus medos são medos de um outro alguém? Já parou você pra pensar que todo escritor é um cara medroso? Quase sem escrúpulos a deslanchar traumas inimagináveis. A trazer à tona o que você sempre fez questão de guardar tão guardado. A de deixar você vexado ao ler certas palavras que não estavam nos seus planos serem lidas agora. Você aceita porque é leitor e a tarefa maior dos leitores de todo o mundo é essa mesmo. Aceitar, se emocionar e ainda vibrar com as elucidações de um poeta provavelmente mal pago e louco. Um cara que você nunca viu mais gordo mas que tem um jeito de escrever que te pega por dentro e que não te deixa sair enquanto o assunto não acaba. Esse cara, ou essa caríssima pessoa, tem esse poder. De falar de suas coisas - as suas mesmo, não as dele, como pode ter ficado mal entendido neste pronome ambiguamente mal empregado - sem ao menos te conhecer. De trazer pra borda o que você nem sabia que tinha dentro, lá no fundo. Submerso fazia tempo nas suas lembranças tão esquecidas. Esse cara se chama escritor e ganha a vida assim. Falando da vida dos outros. Da minha e da sua. Falando de suas dores tão covardemente distraídas em providenciais personagens. Ele fala é das coisas que vê, ou seja, fala do mundo à sua volta. Fala do detalhe que você apressado não viu. Fala da beleza que você esqueceu ao passar correndo pra chegar a tempo no trabalho e não ser despedido. Ele serve pra isso. Pra olhar pela gente. Pra dizer o que a gente não diz. Ele é o cara que tem a pinça. Que tira a farpa bem tirado. Com cuidado. Sem machucar. É esse seu trabalho. Curar nosso machucado de não poder ver todos os detalhes que estão ao nosso lado. Ele percebe pela gente e ainda registra. Alguns ainda melhores que outros. Alguns mais poéticos que outros. Alguns mais reais. Essa especificamente ao qual me refiro, faz questão de falar as coisas mais absurdas com um sorriso de quem espera a reação do outro desavisado. Ela pega você e a mim de surpresa. Esse é seu trabalho. E faz isso com a maior naturalidade do mundo. Escancara pro mundo o que eu jurava minutos antes ser só meu. Sabe quando você pensa uma coisa que é tão ridícula de se pensar que você por um momento acaba tendo vergonha de ter pensando aquilo pelo simples fato do medo de alguém ter ouvido a babaquice que foi aquele seu pensamento??? Então, ela é assim. Ela é aquela pessoa que você não viu que estava ao seu lado na fila do banco quando você pensou aquilo tão silencioso. Cada um nasceu com um dom. E esse é o dela. Ouvir o inaudível só perceptível a olhos bem treinados. Iluminados até, eu diria. Uma luz que me encanta de um jeito que me deixa boba. Boquiaberta. Pasma com tamanha sutileza luminótica a ponto de me fazer criar palavras. Falo isso porque acabei de ler mais um livro dela. O livro nem é tão bom assim. Não gostei muito da história. Mas ela... Ela me acena lá de dentro gritando em alto e bom som: morra de inveja e veja como sou boa. Eu apenas respondo com meu sorrisinho de canto de boca como quem diz: cacete, o pior de tudo é que é verdade. O melhor de tudo é que ela é mesmo boa. E me faz ver coisas melhores ainda. Me desperta do sono bobo e sem motivo dos livrinhos comuns. Me tira do marasmo e da mesmice do dia-dia de ser como toda a gente. Me aperta o botão observador. Me avisa que é bom ser assim. Faz ouvir meu interno despertador sem reclamar por causa da hora. Ela me desperta. Me deixa alerta. Me atordoa. Cumpre belíssimamente seu ofício de mulher sedutora a escrever minhas verdades subentendidas. Não só as minhas mas como as de todas as outras pessoas. Aciona o radar de minha proa. O danada de mulher que me faz querer ser ainda mais boa." (.Coisas de Fernanda. 05/07/2002 - 00:20h.) Voltando às maravilhas... Olá a todos... estou de volta... A viagem foi tranquila... tranquila até demais, eu diria, mas como combinamos, nada de reclamações. Resolvi voltar com Fernanda como tema porque em minhas intermináveis horas de solidão e silêncio, reli "O Efeito Urano". Digam o que quiserem, eu gosto dela apesar de tudo. A convencida mais elegante e engraçada que eu conheço. Ando com os olhos compridos em seu novo romance, mas por ora não tenho um trocado nem pra passagem. Aritmética vai ter que esperar. Uma semana gostosa pra todo mundo e comentem sempre. Eu me sinto bem amada... rs Além de me sentir menos sozinha... Beijo grande. P.S. para um apelo básico: eu concedo um 'desejo realizado' a quem me ajudar a justificar o texto aqui do país... Alguém se habilita? P.S parte 2 (29/07): E O 'DESEJO REALIZADO' VAI PARA KRISHA!!! Obrigada pela dica, viu? Passe em nosso serviço ao consumidor para receber seu prêmio... Bati um pouco a cabeça, mas acabei conseguindo. Como é difícil achar os lugares certos nessa linguagem louca que eu tenho a certeza absoluta de que foi criada por alienígenas... Aff... Segunda-feira, Julho 19, 2004
"Férias sf. pl. 1. Dias em que se suspendem os trabalhos oficiais (datas patrióticas e dias santificados). 2. Certo número de dias seguidos para descanso de empregados, estudantes, etc." Férias. Só de falar essa palavra chega a me dar um calafrio de coisa boa. É. Calafrio de coisa boa. Aquele que a gente sente quando você ta querendo aquele beijo um tempão e ele finalmente chega ainda melhor do que você tinha imaginado. Arrepio de delícia. Palavra encantadora cheia de significados bons e sugestivamente satisfatórios. Cheia de magia. Fulano tá de férias. Hoje é meu primeiro dia de férias. Minhas férias começam amanhã. Tem como não ser feliz quando se está de férias? Tem. É quando você tem quase todo o tempo do mundo para lidar com o fato de que está longe de quem realmente se gosta. Quando você não tem grana suficiente pra fazer aquela viagem que queria. Quando não pára de chover, você não tem tv a cabo e a sessão da tarde está ainda mais horrível do que de costume. Quando todos seus amigos estão em lugares divertidíssimos e você tem que fazer um passeio família. Quando... Eu poderia falar por horas sobre todas as possibilidades existentes de se ter férias indesejadas, mas confesso que eu seria uma boba pessimista e acabaria por desencantar essa palavra pra mim e pra vocês. E vamos combinar que gente pessimista e mal amada é a pior coisa que tem. Sendo assim, não me deixando tomar por tais sentimentos vis, desejo de todo o coração boas férias para vocês. Obviamente contra minha vontade, estarei de volta em uma semana. Digo contra, porque se tem um lugar onde estou permanentemente em clima de férias, este lugar é aqui. Minha eterna colônia de férias a distrair meus pensamentos voláteis e febris. Delírios imprecisos da dona desse país... Boa semana a todos. Sábado, Julho 17, 2004
"Não vou viver como alguém que só espera um novo amor..." "...há outras coisas no caminho aonde vou. Às vezes ando só trocando passos com a solidão. Momentos que são meus e que não abro mão. Já sei olhar o rio por onde a vida passa. Sem me precipitar e nem perder a hora. Escuto no silêncio o há em mim e basta. Outro tempo começou pra mim agora. Vou deixar a rua me levar. Ver a cidade se acender. A lua vai banhar esse lugar. E eu vou lembrar você. É. Mas tenho ainda muita coisa pra arrumar. Promessas que me fiz e que ainda não cumpri. Palavras me aguardam tempo exato pra falar coisas minhas, talvez você nem queira ouvir. Já sei olhar o rio por onde a rua passa. Sem me precipitar e nem perder a hora. Escuto o silêncio que há em mim e basta. Outro tempo começou pra minha agora. Vou deixar a rua me levar. Ver a cidade se acender. A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você." (Ana Carolina/ Totonho Villeroy) "Você pra mim vai ser sempre como a Lua Docíssima senhora que me desbanca Me extravia Descasca, escangalha Atordoa e desvia Pia em que lavo minhas mãos Depois de assassinados todos os meus trovões Solução para o problema que nunca veio Erupção de centeio para o veio da minha fome abandonada Você pra mim é quase nada Me perseguindo a todo canto Me olhando debaixo do pano Sempre a espreitar Indiferente que às vezes chega antes da hora Que bóia no céu insípida e inodora Aguardando a noite chegar Para assim se fazer brilhar E me arrebatar pelo mundo a fora Você lua cheia que demora Minha crescente inspiração Minguante desilusão Que a cada dia se faz nova no escuro do meu coração Jogue seus encantos minha lua E vem comigo pra rua brincar Que o céu hoje está um breu E eu não saio até você chegar." ( .Pra Lua Me Levar. ) Algumas considerações... Engraçado como são as coisas... Esse poema nasceu antes dessa música aparecer pra mim e qual não foi minha surpresa ao ver Bethânia cantando aos quatro ventos algo pelo menos parecido com o que eu havia escrito. Ela, que muitas vezes utiliza de sua veia ultra dramática ao destilar poemas iniciando canções em seus shows, habitou por muito tempo meus insólitos pensamentos. O que eu não daria para vê-la descalça num palco de Canecão da vida recitando meu poema como se fosse dela e cantando Pra rua me levar logo após. Muitas noites de sono ela me tomou assim. Muitos suspiros fantasiosos. Isso porque nem vou comentar minha inquietação e agonia quando Ana resolveu gravar também. Complicado lidar com esse tipo de impotência, de você querer algo tão impossível. Mas tudo bem. Todo mundo tem sua época de boboca e acho que hoje em dia já consigo lidar bem com isso. Nem a show delas eu fui esse ano. Resisti bravamente. Mas só Deus sabe como... rs E mudando um pouco de assunto, vocês me desculpem a repetição, mas é que eu não tenho como não deixar de agradecer os recadinhos... Acho falta de educação não fazê-lo. Falta de cuidado, sei lá... Seja como for, obrigada a todos! Beijo caprichado e um bom fim de semana... Sexta-feira, Julho 16, 2004
Meu cachorro morreu. Quem me conhece sabe que desde que eu entendo por gente que eu tenho um cachorro vira-lata. Preto. Muito simpático. Encantador como só um vira-lata sabe ser. Pêlo pretinho. Daquele bem brilhoso. Quase azul, sabe? Peito e patas dianteiras brancas. Só na pontinha. Uma graça. Pois esse cachorro, que pra nós sempre foi mesmo uma pessoa, já estava com 17 anos. Eu sei. É muito tempo. Mas ele continuava firme e forte. Quer dizer, quase firme e não tão forte. Até hoje, ao dar seus últimos suspiros bem na minha frente. Quase no meu colo. Logo eu, a primeira a levantar a idéia de eutanasiá-lo. Não sou boa com sofrimentos. Nunca agüentei ver dor. Que dirá de tão perto. Ele que passou por poucas e boas. Inumeráveis brigas com cachorros maiores que resultavam em orelhas rasgadas e fuços arranhados. Sempre foi valente. Uma picada de abelha que fez com que descobríssemos que ele era super alérgico. Vira-lata, mas alérgico sim senhor. Uma parvovirose. Que quase o derrubou. Duas operações na orelha. Que o deixaram surdo. Uma catarata. Que o cegou. Bichos nas patas. Que eu sei que doeram horrores. Um câncer. Que fugiu de casa ao ser deixado para tomar conta de nossa casa em Muriqui, numa atitude de revolta. Porque ele era cachorro, mas tinha o seu orguho, caramba. E tudo isso a gente sempre por perto. Sempre correndo desesperado pra veterinário. Sempre salvando-o com nosso cuidado e carinho. Sempre amando. Eu sei que esse tipo de coisa só entende quem tem um cão. Não tem jeito. E quem acredita também, pois sei que parece exagero meu ao dizer que meu cachorro era capaz de entender o que dizíamos e até mesmo o que pensávamos, já que nos obedecia com apenas um olhar. E companheiro de um jeito que ainda não vi igual. Depois de muita conversa e de uma semana de noites em claro com ele chorando, decidimos. Hoje meu pai iria sacrificá-lo. E hoje ele morreu. Como num recado. Um discreto recado de um cão que nos foi fiel e obediente até na hora de sua morte. Terça-feira, Julho 13, 2004
"Sou um móbile solto num furacão/ Qualquer calmaria me dá solidão." (Moska) "Olha, eu sou avulsa sim e isso eu admito. Sou sozinha à procura nesse mundo de granito. Vou seguindo sustentada por pequenas alegrias. Vou levitando amparada por preciosas melodias. Sou miúda. Quase nada. Sou perdida no caminho. Sou confusa. Apurada. Afiada como espinho. Sou séria. Sou profunda. Mistura de todas em uma. Sou assim desapegada, dissolvida pela rua. Sou medrosa e me distancio com rapidez de importantes problemas. Me pego no meio da noite absorvida por gigantes dilemas. Passo longas horas ao telefone em conversas embrulhadas em papel celofane. Sou marinheira a olhar o mundo na solidão da proa. Sou a camaleoa de Caetano a procurar minha cama numa boa. Já me tranquei. Isolei. Já me perdi. Já me desesperei. Abdiquei. E não entendi o porquê dessa sina ser avulsa e não corrente, o porquê dessa mania de sentir as coisas absurdamente. O porquê de ser assim. Solitária assim. Sensitiva assim. À procura do que vejo no outro e do que não está em mim. A percorrer estradas que muitas vezes parecem não ter mais fim. Me embriagando de beleza feito veneno. Minha função é confundir as pessoas neste mundo pequeno." Pois é... Acho que não tenho nem por onde começar. Estava parada aqui de frente pensando em tudo o que vocês falaram. Reli o texto. Reli alguns textos. Tornei a ver cada recadinho como se fosse anel de formatura que a gente não usa na rua com medo de roubarem, mas fica de dez em dez minutos abrindo a caixa pra ver de perto mais uma vez. Eu não enjôo. 1, 2, 3, 40... Pedaços de pensamentos que vocês me entregam e eu que eu recebo com alegria. Com tanta alegria. Ah se vocês soubessem. Acho que a cada dia que passa este lugar torna-se maravilhoso não pelo que escrevo aqui, mas sim pelo que encontro cada vez que vejo vocês. Sejam sempre muito bem-vindos neste país que felizmente já não é só meu. Quarta-feira, Julho 07, 2004
"Eu quero olhar as luzes que os teus olhos não me têm deixado ver..." (Totonho Villeroy/Bebeto Alves) "Todo mundo diz que brasileiro é que sabe curtir a vida. Com toda ginga e cidade maravilhosa do Rio. Com todo batuque e sensualidade da Bahia. Papo furado. Brasileiro é o único a sofrer com a maldita palavra chamada saudade. Maldita. Renegada. Amaldiçoada. Saudade que nem gosto de dizer porque já começam as contrações de saudade. Saudade de quem está longe. Saudade da época do colégio. Saudade de fazer bolo de amendoim e comprar pão doce na padaria para esperar os amigos que moravam perto. Saudade de um beijo. De um carinho mais despudorado. Saudade daquele olhar que parecia não haver mais nada do lado. Saudade de ter dinheiro. Saudade de comprar Delicado - aquelas balinhas coloridas parentes da jujuba. Saudade de me sentir completamente sua. Saudade. Saudade de namorar no carro. Saudade de acordar cedinho e sair pra passear num dia lindo e ensolarado. Saudade daquele céu azul que eu só via com você do lado. Saudade de me sentir de novo revigorado. Saudade de um tempo sem tantos vazios, sem tantas emoções ocas. Saudade de tantas coisas. Saudade de você aqui. Saudade que é um sentimento que não tem hora e nem paradeiro para se deixar de sentir. Ainda mais pra mim que não acredito no amor, saudade é o único sentimento que me restou para explicar aquilo que é eterno. Porque a saudade não termina nunca. Bem que é um mau durável. Um puxão de cabelo que te deram ainda menina e que dói até hoje, pois o implicante era o menino que você queria como namorado. Saudade que amargura. Saudade que é como machucado. Saudade que dilacera. Que deixa tudo exposto pra só depois vir cicatrizando. Ainda que um pedaço seu tenha ficado de fora. Saudade do sossego. Saudade da companhia. Saudade de saber que sozinho eu jamais ficaria. Saudade da certeza. Saudade até mesmo da mesmice. Saudade daquele poder que tinha Alice de ser ao mesmo tempo estranha e encantadora. Conto de fadas que sempre atordoa independente da versão que se apresenta. Hoje eu sinto saudade de cada pedaço meu que ficou pela pista e que já não me pertence mais. Você, a minha saudade mais dolorida. A miopia que hoje embaça a minha vista. Vem ser meu óculos. Vem me curar dessa palavra que me assombra faz tempo, aumentando meu grau e diminuindo minha visão. Seja a minha solução ainda que adormecida. Vem ser meu final feliz. Me mostra que nem toda saudade é assim dolorida quanto se diz." (.Pra quem odeia saudade tanto quanto eu. 06/07/2004 - 22:56h ) Aproveitando que hoje eu estou falante... Eu andei pensando seriamente sobre o tema e acho que a única coisa que dói mais que saudade é amor não correspondido. Nem sei se chega a doer mais, mas que está lado a lado está. Duas dores muito chatinhas que quando dão de aparecer no nosso peito só trazem estrago e aporrinhação. Dores que eu sei de cor. Males que nem sempre vêm pra bem. Mas o que importa é continuar vivendo e rezar pra essa 'alergia' deixar a gente em paz. Seja na próxima semana. Seja no próximo ano. Eu já passei anos a fio apaixonada por um 'poste' que se bobiar até hoje nunca me viu, mesmo estando comigo todos os dias na época. Eu que ainda penso nele às vezes. E já fiquei morta de saudade também ao ponto de cheirar roupa antiga esquecida no armário. Dores e mais dores que nos absorvem e nos dissolvem com a mesma rapidez de novo olhar apaixonado. Vai ver o lance é esse. Se apaixonar a cada semana. A sorte será toda sua se esse amor puder ser pela mesma pessoa. Obrigada a todos os recados. Vocês me emocionam sempre.
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