.As Maravilhas do País de Alice.

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

"Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você.
Guarde um sonho bom pra mim.

Se alguém numa curva me convidar
Eu vou lá
Que andar é reconhecer
Olhar."
(Rodrigo Amarante)


Eu queria tanta coisa.
E tanta coisa já se passou.

O mês de outubro sempre trouxe belíssimas experiências pra mim.

Minhas melhores viagens foram em outubro e com elas, os melhores momentos da minha vida.
E como não podia deixar de ser, esse mês foi um tanto especial.

Sabe quando você pensa que uma coisa é tão perfeita que por instantes você acredita que não existe a possibilidade dela ser melhor do que é? Então.
Foi assim quando provei há alguns anos a batata-frita do Outback e foi assim experimentar São Paulo na companhia de Flávio e Wellington.
Que eles eram uma delícia, eu já sabia. Há anos.
Mas que eram tão delícia assim, foi novidade. Confesso.

Vai ver é aquela coisa de estar no lugar certo com as pessoas certas.
Coisa de não ter só o vento, mas todo um universo ao nosso favor.
Conspiração das boas que eu só tenho a agradecer.

Experimentei tanta coisa boa nessa viagem, que por não saber por onde começar acho melhor deixar pra lá.
Acho que vocês não se importam se eu ficar com a batata toda só pra mim, não é?

E pra ilustrar, trago essas fotos.
Espero que gostem.

Beijo e até já,
A Dona do País



Não é todo dia que se pode ter olhares como esses por perto: Wellington e Flávio.


Entrada da Bienal de Arte


Graci, Ageu e Flávio


Viva o Metrô!


Museu da Língua Portuguesa: o ponto alto da nossa viagem!


Theatro Municipal


Estação da Luz


Sempre juntos...rs


Catedral da Sé


À noite na Av. Paulista


Álvaro, meu anfitrião!


Saca o charme desse trio...rs


Voltando pra casa...


Terça-feira, Outubro 03, 2006



"Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil
Domá-los, cultivá-los em aquários / Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas / Talvez isso nos livre de lançarmo-nos
Ou o que é muito pior por odiarmo-los / Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas e de mais confusão as prateleiras."
(Caetano Veloso)


"Às vezes a gente pensa que as pessoas são como livros numa estante. Que não importa que os anos passem. Que elas vão permanecer no mesmo lugar pra quando a gente precisar. Existem os livros que vemos sempre. Que estamos sempre consultando. Que sabemos algumas páginas de cor. E existem aqueles que a gente sabe que tem, mais que não pega pra dar uma lida faz tempo. Que não visita. Que não liga pra saber se tá tudo bem com a desculpa sincera de que não tem mais tempo. Eu tenho uma pilha de livros que eu queria ter. Eu tenho uma pilha de livros empoeirados. Eu tenho uma pilha de livros que eu nunca abri pra ver o que tinha dentro por mais que eles tivessem ao meu lado. Eu tenho uma pilha de livros que eu acho que não quero mais. E eu ando aflita por uma estante. Porque se tem uma coisa que um livro merece ter na vida além da atenção silenciosa dos nossos olhos deslumbrados é uma estante. Um local decente pra eles terem razão de ser. Para que fiquem acessíveis. Para que nos pertençam sempre. Porque têm livros que eu até esqueço que tenho e quando os encontro é como se fosse a primeira vez. Reler os mesmos livros às vezes é bom, mas não tanto como se deixar encantar por uma nova história mais uma vez. Por uma capa mais brilhante. Verniz que brilha de longe convidando pro toque da proximidade. Hoje falta um livro na minha estante inventada. Um exemplar raro e belo que fazia anos que não era visitado e que agora foi pra uma biblioteca onde ele sempre mereceu estar e que por ora eu não tenho acesso. É estranho quando a gente perde as coisas, por mais que elas estejam distantes. E isso me fez pensar até que ponto somos eternos. Até quando alguém deixa de ser um livro na estante pra se tornar uma lembrança aquarelada de um tempo remoto onde os livros que leio hoje ainda nem eram nascidos."


(.Livros. 03/10/2006 - 13:01h.)



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